Como devem as marcas comunicar neste caos pandémico em que nos encontramos? Será solução manter a indiferença? Ou atacar o nosso público com informação? Nós cá achamos que não. Para tudo, um meio termo. As marcas devem sim, estar preparadas para dar resposta ao que os consumidores esperam ouvir, mas não em demasia nem em carência.

Esta comunicação deve começar essencialmente de dentro para fora, iniciando pelos colaboradores de cada empresa. Estes continuam a ser o papel ativo das organizações, necessitando assim de uma base sólida para exercer as suas funções. E ainda mais importante, a informação sobre as melhores práticas de prevenção e segurança, bem como, alterações em qualquer processo da empresa em si, podem influenciar a funcionalidade dessas mesmas funções.

Acentuando ainda mais o trabalho de toda a equipa, as marcas devem adotar algumas tendências que poderão auxiliar neste tempo crítico. A capacidade de antecipação e a agilidade da estratégia devem, então, estar presentes. Uma visão holística sobre a realidade irá permitir trabalhar sempre um passo à frente, melhorando a capacidade de reação, transformação e adaptação. Todo este trabalho deve ser conjugado, de forma a mostrar à sociedade, um compromisso colocado a nível do papel social de cada empresa, que, nos dias que correm é fundamental para a criação de uma resposta que compadeça com a mesma. Ainda sobre a responsabilidade das marcas numa época de crise, é necessário mais do que em qualquer momento, que se transmita informação com transparência e autenticidade, mostrando a genuinidade do que é referido.

Contudo, temos de antever que não estará apenas nas mãos de agentes de comunicação, que tudo se normalize. Existirá uma mudança em todo o sistema: empresas, organizações e consumidores. E é nestes últimos que nos focaremos agora. Como é do conhecimento de todos, nada voltará a ser igual, o que se traduz em mudanças nos hábitos e comportamentos das pessoas, para a qual as marcas terão de se preparar. Estas transformações serão demarcadas pelo isolamento social em que vivemos e por isso, a incerteza e a procura por segurança serão constantes por parte dos consumidores. Mas não é só, o aumento do consumo digital, aumentará consequentemente a disponibilidade de informação, o que posteriormente fará com que o público se torne mais informado e exigente, carecendo de expectativas que as marcas poderão não alcançar. Daí a necessidade de reinvenção e adaptação das mesmas.

Assim, em resposta à pergunta inicial: sim, as marcas devem continuar a comunicar. Mas muito para além de comunicar um produto ou serviço, devem mostrar-se agentes de boas ações, educacionais e de bem-estar individual e coletivo, dando exemplo a todo o público que os consome.