A dúvida que paira na cabeça dos portugueses

Uma coisa podemos tomar como garantido: nada mais voltará a ser igual. E o mundo do trabalho não será exceção. Seja qual for a ótica, tecnológica ou humana, a realidade vivida nos dias de hoje fixará mudanças nas nossas organizações, que poderão vir a ser positivas ou negativas, consoante a capacidade e consciência de todos os membros de uma organização. A aceitação de todas estas transições poderá resultar num caminho mais humanista e tecnologicamente renovado.

Uma mudança digital pode implicar mais do que aparenta e grande das empresas, bem como as pessoas, não estão preparadas para essa transformação. Um posto de trabalho digital supera os limites de espaço, fazendo com que todos os colaboradores se coloquem numa experiência entre dispositivos, aplicativos e uma série de informações que extrapolam a inteligência humana. Desta forma, do desfeche conclusivo de toda esta tempestade, a normalidade como a conhecemos será totalmente diferente, dando asas a esta dita transformação no mundo do trabalho.

Num cenário pandémico como o que vivemos, as empresas empenham-se manter a continuidade dos seus trabalhos, tornando o teletrabalho o novo “normal”. Apesar de todas as divergências, há estudos que confirmam que afirmam que este modo de trabalho pode aumentar a criatividade em 40%, caso seja executado de forma eficaz. A verdade é uma: além de já vivenciarmos uma era de revolução do reskilling, ou requalificação, que tem por base, a aprendizagem de novas habilidades para exercer um trabalho diferente, esta pandemia veio apenas acelerar a necessidade de adaptação a novas competências digitais.

Mas qual a probabilidade de todas as estas mecânicas funcionarem sem um líder? A capacidade de um líder é facilmente medida numa época de crise. A pandemia do Covid-19 veio criar a necessidade da existência de um leque de competências e capacidades a ser desenvolvidas ou melhoradas, já que posteriormente estes líderes terão de gerir as suas empresas de diferente forma, tendo como valores a agilidade e orientação. Contudo, uma orquestra não toca sem instrumentos. Uma forte cultura, uma boa capacidade de comunicação, bem como, sistemas e processos para a gestão de relatórios, são fundamentos organizacionais fundamentais para que se alinhem todos os projetos e se melhorem desempenhos.

Por fim, é certo que tão cedo não veremos o fim de todo este terror vivenciado nas últimas semanas, mas de uma maneira ou de outra, no final, tudo terá mudado e tudo estará diferente. E as empresas não poderão ficar para trás se quiserem permanecer um passo em frente.